Política de Gerenciamento de Riscos
- OBJETIVO
A FVD, como Entidade do Terceiro Setor, adota uma avaliação de Riscos com uma amplitude aumentada no sentido de considerar como risco as condicionantes que possam diretamente ou indiretamente interferir e/ou impossibilitar que a Instituição cumpra suas finalidades.
A Política de Gerenciamento de Riscos da FVD possui como objetivo principal estabelecer os princípios, diretrizes e responsabilidades, de forma a possibilitar a identificação, avaliação, priorização de tratamento, monitoramento e comunicação dos riscos.
O processo de gestão do tratamento dos riscos identificados busca: implementar ações preventivas que eliminem ou mitiguem o resultado da ocorrência; efetuar um monitoramento que proporcione um controle que evite a ocorrência ou reduza a probabilidade de existência de eventos e a realização de avaliação bimestral, através de auditoria interna, que identifique possibilidade ou princípio de ocorrência e implemente correções que proporcione eliminar ou reduzir a existência de impacto.
- ABRANGÊNCIA
Esta Política é aplicável à FVD, bem como, conselheiros, diretores, empregados, estagiários, fornecedores, terceiros relacionados, em todas as situações em que estejam representando ou agindo nos interesses da FVD. Todas essas pessoas, independentemente de nível hierárquico e função exercida, deverão obrigatoriamente aderir formalmente à presente Política, bem como disseminá-la e observar as exigências estabelecidas neste documento.
- RESPONSABILIDADES
3.1. DIRETORIA DA FUNDAÇÃO VICTOR DEQUECH
Avaliar o modelo de gestão da entidade e, se necessário, apresentar proposta de adequação para apreciação e deliberação do Conselho Curador:
- Estabelecer processos que permitam eliminar, prevenir e/ou mitigar a ocorrência de eventos;
- Implementar controles que proporcione o monitoramento dos riscos aos quais a FVD está exposta;
- Observar e implementar medidas preventivas e/ou corretivas a partir da avaliação efetuada bimestralmente pelo Conselho Fiscal;
- Aprovar o nível de Apetite do Risco da Fundação na condução de suas atividades. No caso a tolerância restrita ao risco inerente a Instituição;
- Acompanhar o cumprimento dos parâmetros de riscos definidos nesta Política de Gerenciamento de Riscos;
- Conscientizar os gestores da FVD sobre a importância da gestão de riscos e a responsabilidade inerente aos Administradores e Colaboradores da Fundação;
- Patrocinar a implantação da Política de gerenciamento de riscos;
- Definir e acompanhar os planos de ação/mitigação para redução da exposição ao risco, assim como definir o responsável e data da implantação do plano de ação.
- Informar o Conselho Fiscal sobre a identificação de novos riscos ou eventos que sejam relevantes e suas respectivas evoluções;
- Prover recursos humanos e financeiros destinados ao gerenciamento de riscos da FVD.
3.2. CONSELHO FISCAL
- Recomendar a Diretoria Executiva e/ou ao Conselho Curador, as edições desta Política e o nível de Apetite do Risco da organização;
- Aplicar, monitorar, avaliar e, caso necessário, recomendar a Diretoria Executiva e/ou ao Conselho Curador, a correção ou aprimoramento da Política de Gerenciamento de Riscos, incluindo as responsabilidades e os processos de identificação, avaliação e tratamento dos riscos;
- Assegurar que a presente Política e a estratégia de gerenciamento de Riscos adotada pela FVD reflitam a visão da Entidade;
- Monitorar as exposições de Risco da Entidade, a adequação dos planos de mitigação e a eficácia dos controles internos, eventualmente propondo alterações para revisar a eficácia dos processos de controle, especialmente em áreas com alto potencial de Risco;
- Monitorar os eventuais problemas identificados, informando a Diretoria Executiva e/ou ao Conselho Curador e acompanhando a implementação da solução identificada;
- Monitorar a adequação dos recursos humanos e financeiros destinados ao gerenciamento de riscos da FVD;
- Monitorar e antecipar tendências em temas globais de sustentabilidade, identificando questões críticas que representem riscos ou possam ter impacto relevante nas atividades, no relacionamento com partes interessadas, na imagem da FVD e do Instituidor e no resultado de curto, médio e longo prazos;
- Gerenciar os riscos inerentes às respectivas atividades (identificar, avaliar e tratar);
- Monitorar os riscos relacionados a transações com partes relacionadas;
- Monitorar os riscos relacionados a auditoria interna.
- Exercer papel consultivo junto aos donos dos riscos, apoiando-os na identificação e tratamento;
- Desenvolver e disponibilizar as metodologias, ferramentas, sistemas, infraestrutura e governança necessárias para suportar o Gerenciamento de Riscos;
- Monitorar e avaliar os eventos de riscos relevantes e os respectivos desvios em relação ao apetite do risco estabelecido e aprovado;
- Reportar os riscos críticos e respectivas exposições para o Conselho Curador e Diretoria da FVD.
3.3. DONO DO RISCO (OWNER RISK)
- Identificar, mensurar, avaliar e gerenciar os eventos de riscos, que podem influenciar o cumprimento dos objetivos estratégicos, operacionais, financeiros e de compliance do FVD;
- Avaliar as alterações nos ambientes externos e internos e verificar o impacto nos riscos sob sua responsabilidade, e avaliar a necessidade de planos de ação para garantir seu tratamento;
- Buscar aconselhamento do Conselho Fiscal, quando identificar novos riscos ou alteração nos riscos atuais;
- Manter um efetivo ambiente de controle, por meio de abordagens preventivas e detectivas, em relação às atividades desenvolvidas internamente e às atividades terceirizadas relevantes sob sua gestão; e em relação aos seus sistemas de informações;
- Propor e implantar os planos de ação para endereçamento dos apontamentos;
- Participar de reuniões, quando convocados, para reporte de eventos de riscos, dos respectivos desvios em relação ao apetite de risco estabelecido e aprovado, bem como dos respectivos planos de ação.
- DIRETRIZES
A gestão de riscos deve:
- Observar as normas estatutária, as diretrizes do Conselho Curador e o cumprimento das finalidades da FVD;
- Apoiar o planejamento estratégico, o orçamento e a sustentabilidade das atividades da FVD;
- Adotar os conceitos da ISO 31000, ISO 55000 e do COSO-ERM como referência na gestão de riscos.
- Mensurar e monitorar os riscos potenciais da FVD de forma consolidada, considerando-se os efeitos da diversificação, quando aplicável, de seu conjunto de atividades, conforme definido no Estatuto
- TERMOS E DEFINIÇÕES
Para fins desta Política, alguns termos devem ser entendidos da seguinte forma:
- Apetite do risco (ISO 73:2009): grau de exposição a Riscos que a Instituição está disposta a aceitar na implementação de suas estratégias e realização de suas atividades, a fim de cumprir suas finalidades.
- Riscos: evento ou ação que possa afetar negativamente a condução das atividades da FVD e que possa abranger um ou mais aspectos, entre eles: reputacional, estratégico, financeiro, operacional, regulatório, integridade, político, tecnológico e socioambiental.
- Dono do risco (risk owner): são os responsáveis diretos pela gestão dos riscos associados às suas operações, bem como pela execução dos controles e implementação de medidas corretivas para o devido tratamento dos riscos.
- Matriz de riscos: A Matriz de Riscos propicia comparações entre os eventos de risco potencial, permitindo a priorização para tratamento preventivo dos riscos. A Matriz é definida e preenchida com cada evento de risco potencial, de acordo com o cruzamento entre a severidade do impacto e a probabilidade. As tabelas de Severidade e de Probabilidade são ferramentas que auxiliam a avaliação em perspectiva dos riscos e a priorização quanto ao seu tratamento preventivo e visam minimizar as subjetividades e padronizar as avaliações, tornando-as comparáveis e permitindo o atendimento dos requisitos legais aplicáveis para os cenários operacionais e empresariais.
Utiliza-se a tabela de Severidade para avaliar a severidade progressiva dos impactos, em diferentes dimensões que incluem a Financeira, Social e Direitos Humanos, Reputacional, Meio Ambiente, Saúde e Segurança Ocupacional e Segurança de Processo.
Utiliza-se a tabela de Probabilidade para estimar estatisticamente a probabilidade teórica de ocorrência de um risco, desde que possuam racionais passíveis de serem auditados. Nas demais situações será considerada a melhor avaliação por parte do dono do risco quanto à eventual probabilidade de ocorrência de um evento de risco. Para eventos de severidade Muito Crítica, com potencial de interrupção permanente da atividade, os mesmos deverão ser monitorados independentemente de qualquer critério de probabilidade.
- PROCESSO DE GESTÃO DE RISCOS
O processo da gestão de Riscos é formado pelas seguintes etapas:
(a) Apetite do risco e delimitação de limites de riscos aceitáveis: O Apetite do risco da FVD deve estar alinhado com a missão, a visão, os valores fundamentais e a estratégia adotada, e estar refletido nos limites de riscos aceitáveis pela FVD. Estes limites são propostos pelo Conselho Curador e estarão associados ao grau de exposição de riscos que a FVD está disposta a aceitar para atingir seus objetivos estratégicos e criar valor para seu Instituidor e para a sociedade.
(b) Identificação de Riscos e Eventos: A identificação de riscos e eventos na FVD ocorrerá de maneira estruturada, em linha com as estratégias da FVD, por meio de:
- Fontes internas: Periodicamente os principais executivos serão entrevistados para identificação de tendências e novos riscos.
- Fontes externas: Auditores externos, órgãos reguladores, mercado, governo, mídia e demais partes interessadas. Suas descrições obedecerão a um formato padronizado e consistente para facilitar sua identificação, avaliação e monitoramento. Os riscos serão classificados pela sua natureza.
(c) Avaliação de Riscos: O dono do risco (risk owner), deve avaliar os riscos pelo seu impacto e probabilidade de ocorrência e utilizar metodologias de mensuração quantitativa e/ou qualitativa. Quanto ao impacto, os riscos devem ser classificados em quatro níveis – menor, moderado, maior e extremo – considerando as seguintes definições:
- Impacto quantitativo: medido pelo impacto potencial em valores financeiros;
- Impacto qualitativo: medido pelo impacto potencial em reputação, operação e meio ambiente. Quanto à probabilidade, devem ser classificados segundo a seguinte escala: remota, possível, provável ou muito provável, envolvendo a análise das causas, frequência e fontes de risco. A definição do tratamento a ser dado aos riscos identificados baseia-se no seu grau de exposição (nível do risco) e natureza de risco.
O grau de exposição será classificado como “Baixo”, “Médio”, “Alto” ou “Crítico.
(d) Priorização e tratamento: Após a avaliação dos riscos, é possível compará-los de maneira relativa quanto a níveis de impacto e probabilidade atribuídos e priorizar seus planos de ação. O tratamento dos riscos envolve a escolha de uma das alternativas listadas abaixo:
- Eliminar o risco
- Diminuir o risco
- Transferir o risco
- Aceitar o risco
Em algumas situações, pode ser necessária a combinação de mais de uma das alternativas acima, para o melhor gerenciamento do risco ao nível aceitável pela organização.
(e) Monitoramento: A FVD deve acompanhar continuamente e documentar o desempenho dos indicadores de riscos, bem como os seus limites, e supervisionar a implementação e manutenção dos planos de ação através de gestão contínua e avaliações internas ou externas independentes, quando aplicável. Os riscos priorizados serão discutidos e acompanhados trimestralmente pela FVD e Conselho Curador.
(f) Indicadores de riscos (KRI): Para todo risco identificado, serão definidos indicadores de probabilidade, impacto e plano de ação.
(g) Comunicação e consulta: Os processos de comunicação e consulta devem permear todo o Grupo GEOPAR e visam compartilhar e fornecer informações para o gerenciamento contínuo de riscos.
(h) Tipologias de riscos: Os riscos da FVD são categorizados de acordo com a seguinte classificação:
- PRINCIPAIS PONTOS DE FRAGILIDADE DA FVD
Abaixo estão listados os principais pontos de fragilidade da FVD. Estes pontos fazem parte da Matriz de Riscos da FVD.
- AÇÕES MITIGATÓRIA FRAGILIDADE – REDUÇÃO DIVIDENDOS
- A FVD constatou que uma de suas fragilidades (risco) pode ser a perda de competitividade de sua Instituidora, no caso a perda de competitividade implicaria na redução de resultados e, consequentemente a redução de dividendos a ser distribuído.
- Considerando que a “capacitação profissional” e o “desenvolvimento tecnológico” são inerentes às finalidades da FVD e, que se realizada de forma estruturada poderia ser um meio de reduzir a fragilidade, a FVD implementou uma Unidade de Capacitação Profissional onde funciona também o Centro de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação.
8.1 Capacitação Profissional
- A FVD possui uma UNIDADE DE CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL, sendo a primeira SONDA ESCOLA disponível no país com TOUR VIRTUAL DA PRAÇA DE SONDAGEM e exposição tipo DOJO que permite nos treinamentos, desenvolver a percepção de riscos operacionais sem expor a pessoa em processo de capacitação. Além disso, a SONDA ESCOLA possui Sistema de exposição e laboratório de fluidos de perfuração, SIMULADOR VEÍCULAR com opção 4X4, ambiente operacional de mina e área de exploração (pesquisa mineral), Manutenção de parceria com o SENAI para auxiliar no processo de capacitação profissional;
- Nova versão do Estatuto aprovada para início do processo de pleito para a CERTIFIFICAÇÃO DA FVD no CMAS (Conselho Municipal de Assistência Social) no sentido de iniciar o processo para credenciar a FVD como Entidade de desenvolvimento e manutenção de CURSOS DE FORMAÇÃO INICIAL E CONTINUADA. Os cursos irão capacitar jovens para desenvolver as atividades profissionais necessárias ao desenvolvimento das atividades da Engenharia Mineral e Geologia.
8.2 Desenvolvimento tecnológico
- Manutenção de forma permanente e contínua de projetos de desenvolvimentos tecnológico que propicie que o Brasil disponha de equipamentos, ferramentas e processos operacionais necessários às atividades de pesquisa mineral.
- A SONDA ESCOLA, contempla um projeto contínuo e permanente de atualização e de automação.
- Manutenção do Centro de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação.
- TREINAMENTO E COMUNICAÇÃO
Todos os colaboradores da FVD deverão participar do programa de conscientização e treinamento de Gerenciamento de Riscos, conforme cronograma administrado pela Diretoria da FVD, bem como confirmar por escrito, quando solicitados, que cumprem e continuarão a cumprir integralmente os termos desta Política.
- DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA
Diretrizes do COSO – Gerenciamento de Riscos Corporativos – Integrado com Estratégia e Performance, editado pelo Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission (COSO);